Senge RJ celebra veto de Lula à “anistia mascarada” e reafirma defesa da democracia

Em defesa da soberania, Senge RJ repudia manobras de anistia e reforça: o combate ao fascismo e ao controle das big techs é a linha condutora da luta democrática hoje

Três anos depois das cenas deploráveis protagonizadas pela horda radicalizada pela extrema-direita na Praça dos Três Poderes, o Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge RJ) celebra o veto integral do Presidente Lula ao Projeto de Lei 2.162/2023. Em ato no Palácio do Planalto hoje, ao anular a anistia travestida de “dosimetria”, Lula cumpriu o papel fundamental de um líder democraticamente eleito: defendeu as instituições frente às investidas fascistas que insistem em ameaçá-las no Brasil e no mundo.

O ato representa, também, um enfrentamento necessário a um Congresso que ainda abriga forças antidemocráticas e parlamentares que provaram seu completo desprezo pela Soberania Nacional ao trabalharem com afinco contra os interesses do país, chegando a clamar por intervenções estrangeiras contra o próprio povo.

Foram esses mesmos parlamentares que aprovaram, a toque de caixa, um texto que buscava reduzir as penas de políticos, militares e servidores públicos que tramaram um golpe de Estado, plano que incluía o assassinato do Presidente Lula, do Vice-Presidente Geraldo Alckmin e do Ministro do STF Alexandre de Moraes.

Esta intransigente defesa da democracia tem sido o tom do terceiro mandato de Lula e deverá ser a linha condutora das eleições deste ano. Porque embora o caos promovido pela gestão anterior e seus aliados naquele janeiro de 2023 tenha sido contido, as forças que o gestaram continuam articuladas. É evidente que esses esforços para eliminar a vontade popular são parte de uma articulação global coesa, que utiliza as big techs e suas redes sociais como ferramentas de guerra psicológica. 

Ainda que longe das portas dos quarteis, alimentadas por fake news, parcelas da população seguem sequestradas pela narrativa distorcida e odiosa da extrema-direita, prontas para advogarem contra os próprios direitos, servindo de massa de manobra para a “máquina de moer gente” do capital financeiro.

Sabemos que o veto de hoje, que preserva o respeito ao processo jurídico e ao cumprimento da lei baseada em provas, não encerra esta história. O projeto retorna agora ao Parlamento para apreciação de veto. A defesa da democracia exigirá, novamente, a mobilização direta do povo brasileiro contra os inimigos da nação instalados no poder pela burguesia vira-lata.

Como sempre fez ao longo de sua história, o Senge RJ estará nesta luta. Temos a convicção do que diz o filósofo George Santayana, citado hoje por Lula: “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”. No Brasil de 2026, não permitiremos que a vitória do esquecimento se repita.

 


Foto: Paulo Pinto – Agência Brasil

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