Ato Público Ambiental reunirá mais de 190 entidades e movimentos socioambientais em 31/05, em Copacabana

Sociedade Civil e Movimentos de Favelas lançam Manifesto por Justiça Climática

Em cenário de urgência global e local, uma coalizão formada por mais de 190 movimentos socioambientais, sindicais, coletivos de favelas e instituições da sociedade civil realiza o ATO PÚBLICO AMBIENTAL no dia 31 de maio, abrindo a Semana do Meio Ambiente.

Sob o slogan “Floresta Viva, Água para Todos, Cidade Sustentável”, as organizações reivindicam que as comunidades marginalizadas passem a ocupar o centro das decisões climáticas e lança um Manifesto exigindo mudanças radicais na política ambiental do Estado.

O documento, que sistematiza demandas populares e técnicas, surge num momento em que a previsão de climatologistas aponta 2026 como o ano mais quente da História do Brasil, devido ao fenômeno El Niño. Esta previsão agrava-se na região Sudeste diante da denúncia de um possível desastre ambiental no Rio Paraíba do Sul, provocado pela Companhia Siderúrgica Nacional.

Eixos Centrais da Mobilização

*Combate ao Racismo Ambiental:  O manifesto denuncia que as populações periféricas e negras são as mais afetadas por enchentes e ondas de calor. O grupo exige políticas de adaptação climática específicas para favelas e o fim da negligência estatal nas áreas de risco.

  • Segurança Hídrica sob Ameaça: Ambientalistas alertam para o risco catastrófico no Rio Paraíba do Sul, onde 5 milhões de toneladas de aciaria da CSN estão depositadas irregularmente próximas à margem. “Pode ser um desastre semelhante ao de Mariana, ou pior, pois abastece 9 milhões de pessoas”, alerta Sérgio Ricardo, do Movimento Baía Viva
  • Arborização e Desmatamento Zero: Entre as demandas locais, destacam-se a luta contra o “assassinato de árvores”, tanto no subúrbio como em outras áreas da capital fluminense, a exigência de concursos públicos para órgãos como a Secretaria Municipal de Meio ambiente (SMAC) e o Instituto Estadual do Ambiente (INEA), e a implementação de corredores ecológicos ligando fragmentos de Mata Atlântica.
  • Gestão de Resíduos e Transição Energética: O grupo cobra a aplicação integral da Lei Nacional de Resíduos Sólidos e uma transição energética que priorize a soberania das comunidades e a substituição gradual dos combustíveis fósseis.

Crise Climática e o Fator 2026

Os alertas sobre o El Niño envolvem elevação das temperaturas a níveis recordes e redução da umidade no Sudeste. Para os organizadores, a crise não é apenas tecnológica, mas política e financeira. “Justiça climática é justiça social. Quem mais polui deve pagar a conta, e quem mais sofre deve ser protegido”, afirma o texto da Conferência Estadual do Meio Ambiente da Sociedade Civil – CEMASC-RJ.

Agenda de Lutas

O Movimento planeja uma série de atos públicos e marchas para pressionar o Poder Público pela aprovação da PEC 6/21 (PEC da Água) e pela revogação de medidas que flexibilizam o licenciamento ambiental no estado. Busca também pautar a agenda da COP 30, exigindo que o protagonismo das favelas e comunidades tradicionais seja reconhecido internacionalmente.

SERVIÇO:

Data: 31/05/2026 – Domingo
Local: Praia de Copacabana, esquina Rua Figueiredo de Magalhães com Av. Atlântica – marcha até a Av. Princesa Isabel, no Leme.
Horário: 9:30h concentração

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