Conselho de Administração transforma a CPRM em balcão de negócios e faz o ACT de refém

Trabalhador(a) da CPRM,

Você está há 1 mês e meio aguardando o desfecho do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Sabemos que a empresa tem divulgado comunicados dúbios e maliciosos que escondem toda a verdade desse processo.

A Comissão Coordenadora da Campanha Permanente (CCCP) dos trabalhadores da CPRM vem a público restabelecer a verdade em seu inteiro teor. Enquanto os sindicatos buscaram soluções técnicas e rápidas para que a vontade soberana das Assembleias fosse respeitada, o Conselho de Administração (CA) da CPRM se dedicou a criar impasses artificiais e jogos de poder político, ignorando a necessidade da categoria.

A CRONOLOGIA DA OBSTRUÇÃO: CONTRA FATOS NÃO HÁ ARGUMENTOS

Para que não restem dúvidas, apresentamos os fatos que a empresa tenta esconder:

• 09/12/25 – TUDO ESTAVA PRONTO: Após a decisão das assembleias, a CCCP atendeu à demanda dos trabalhadores e retirou a cláusula de desligamento (protegendo o TAC mais vantajoso sobre o tema). A bancada patronal concordou. O texto estava pronto para ir ao MME/SEST se o CA tivesse honrado a mesa negocial e a vontade das assembleias. O acordo poderia ter sido assinado aqui.

• 10/12/25 – O PRIMEIRO GOLPE DO CONSELHO: Surpreendendo até os negociadores da empresa, o Conselho de Administração (CA) rejeitou o texto negociado. Criaram um impasse sobre o termo “no mínimo” na cláusula de reajuste, desautorizando sua própria bancada e ignorando a decisão das assembleias.

• 23/12/25 – SINDICATOS APRESENTAM SOLUÇÃO: Em reunião com o antigo conhecido, porém novo Presidente Vilmar, a CCCP, mesmo indignada com o óbvio equívoco técnico do CA, propôs uma solução para destravar o acordo: deslocar o termo para a “Mesa de Negociação Permanente”. O Presidente concordou que a proposta resolvia o problema e levou a proposta ao CA.

• 07/01/26 – A MÁ-FÉ INSTITUCIONALIZADA: O CA aceitou a solução dos sindicatos, mas, para não assinar o acordo, inventou um novo problema. Exigiram a retirada do termo “no mínimo”, desta vez, da cláusula de Auxílio Médico — um texto que existe há anos sem nunca ter sido questionado por administradores ou governos anteriores! O que deveria ter sido o momento do CA calçar as sandálias da humildade, serviu para o inverso, marcar sua arrogância e má-fé.
> Pior: A empresa emitiu comunicado interno sugerindo que estava pronta para assinar, a famosa aprovação condicionada, que esconde o fato de seus conselheiros terem criado obstáculos inéditos.

• 16/01/26 – SINDICATOS TENTAM DE NOVO: Mesmo sem comunicação oficial da empresa, a CCCP agiu proativamente e entrou em contato com o Presidente Vilmar, que é um dos 6 conselheiros do CA, para entregar nova proposta no intuito de resolver esse “segundo impasse” do Auxílio Médico, usando a mesma lógica que já havia sido aceita para o reajuste, a tempo do CA analisar a proposta em sua reunião ordinária de janeiro, que ocorreria no dia 19.

• 19/01/26 – A GOTA D’ÁGUA: O Conselho se reuniu. Eles pautaram o seu salário? Não. Eles pautaram a sua saúde? Não.
O Conselho ignorou solenemente a proposta da CCCP para discutir cargos e nomeações políticas. O Presidente do Conselho chegou ao cúmulo de usar o voto de minerva (desempate) para impor vontades políticas do MME ao reconduzir a diretora exonerada no final do ano passado, conduzindo a reunião do CA até altas horas da noite para este “nobre” fim. Provando que a prioridade ali é o loteamento de cargos, e não a vida dos empregados.

A CONCLUSÃO É CLARA

Os sindicatos removeram todos os obstáculos que buscavam impedir a vontade da categoria. A cada solução que apresentamos, o Conselho inventava um “novo problema” ou simplesmente ignora o documento para tratar de interesses políticos de seus padrinhos/madrinhas, aliados ou apaniguados.

Não caia na narrativa da empresa. Quem segurou o seu reajuste e os direitos do seu acordo coletivo foi um Conselho de Administração que age de forma arrogante, disfuncional e desconectada da realidade dos trabalhadores da CPRM, e que, não por acaso, em um dos momentos mais caóticos e deploráveis da história da CPRM, pela primeira vez o CA, o órgão máximo da empresa, não é presidido pelo/a Secretário/a Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral.

A CCCP exige respeito ao processo negocial e a assinatura imediata do ACT nos termos já propostos pelos sindicatos.

SINDICATO FORTE SE FAZ COM A VERDADE E UNIÃO. PELA ASSINATURA DO ACT POR RESPEITO AOS TRABALHADORES/AS!

P.S.: durante a elaboração deste boletim a empresa concordou com as propostas desta comissão e o ACT já começou a ser assinado pelas partes.

Comissão Coordenadora da Campanha Permanente

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