O DIEESE divulgou no último dia 06/02, os dados de janeiro da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos (PNCBA). No primeiro mês de 2025, o custo da cesta básica aumentou em 13 das 17 capitais pesquisadas pelo DIEESE.
As cestas mais caras foram verificadas em São Paulo (R$ 851,82), Florianópolis (R$ 808,75) e Rio de Janeiro (R$ 802,88). As mais baratas em Aracaju (R$ 571,43), Recife (R$ 598,72) e João Pessoa (R$ 618,64).
A maior alta foi em Salvador (6,22%), seguida por Belém (4,80%) e Fortaleza (3,96%). As quatro cidades onde houve redução no valor global dos itens foram Porto Alegre (-1,67%), Vitória (-1,62%), Campo Grande (-0,79%) e Florianópolis (-0,09%). O levantamento – realizado desde 2005 – é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Salário Mínimo
Em janeiro de 2025, o salário mínimo necessário deveria ter sido R$ 7.156,15. O valor é 4,71 vezes o mínimo de R$ 1.518,00.
Mensalmente, o DIEESE estima o salário mínimo necessário com base no valor da cesta básica mais cara e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele (quatro pessoas, sendo dois adultos e duas crianças que equivalem a um adulto) com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
Café em pó
A análise do Dieese liga o aumento da cesta básica ao comportamento de três itens principais: o café em pó, que subiu em todas as cidades nos últimos 12 meses; o tomate, que aumentou em cinco cidades, mas diminuiu em outras 12 nesse período, mas teve aumento acima de 40% em Salvador, Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro, por conta das chuvas; e o pão francês, que aumentou em 16 cidades pesquisadas nos últimos 12 meses, o que se atribui a uma “menor oferta de trigo nacional e necessidade maior de importação, nesse cenário de câmbio desvalorizado”.
O reajuste poderia ter sido maior, porém, foi contido por itens como a batata, que diminuiu em todas as capitais no último ano, o leite integral, que, apesar do reajuste durante o ano, teve queda em 12 cidades em dezembro, e o arroz agulhinha e o feijão preto, que têm caído de preço nos últimos meses por conta de aumento na oferta.
Confira a pesquisa completa no site do DIEESE
https://www.dieese.org.br/analisecestabasica/2025/202501cestabasica.pdf
Fonte: Dieese | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil | Edição: Rodrigo Mariano/Senge RJ (com informações da Agência Brasil)