Nota de Repúdio do Senge RJ à violação da Soberania Nacional venezuelana e pela paz na América Latina

O presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, devem ser imediatamente libertados. A Venezuela deve ter sua soberania garantida pela comunidade internacional, sem as ingerências externas de quem se arvora no papel de "corsário do mundo"

O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) manifesta seu mais veemente repúdio aos gravíssimos episódios de agressão militar ocorridos em 3 de janeiro de 2026 contra a República Bolivariana da Venezuela.

Os atos unilaterais perpetrados pelos Estados Unidos, promovidos apenas dois dias após o Dia Mundial da Paz, violam a integridade territorial venezuelana e os princípios fundamentais do Direito Internacional. Trata-se de um ato de terrorismo de Estado, um precedente que não pode ser tolerado pelos organismos multilaterais, sob pena de submetermos todas as nações – inclusive os próprios Estados Unidos – às mesmas táticas medievais de resolução de interesses geopolíticos.

O sequestro e o encarceramento de um presidente eleito e de sua esposa são medidas inaceitáveis no século XXI. Tais fatos marcam o auge de agressões contínuas que já totalizam 1.027 sanções contra o país; medidas que, já em 2019, comprometiam 90% da economia, impondo profundo sofrimento ao povo venezuelano por motivos evidentes: o controle do petróleo e dos minerais estratégicos da Venezuela.

Em uma perspectiva macro, os planos de Trump falharam: onde se esperava um levante interno contra o governo, encontrou-se a resistência das instituições e do povo venezuelano, que manteve intacta a linha sucessória ao empossar a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidenta interina. À exceção de poucos líderes subordinados aos interesses norte-americanos, não houve apoio a esses atos injustificáveis.

As gravíssimas violações do Direito Internacional perpetradas pelo governo de Donald Trump, repudiadas pelos próprios congressistas e pelo povo norte-americano nos últimos dias, exigem resposta imediata dos mecanismos internacionais para que o princípio de autodeterminação dos povos seja plenamente restituído.

Unimos nossa voz à da classe trabalhadora da Venezuela, ao seu direito soberano de decidir seu destino e à resistência travada contra as sucessivas investidas que buscam transformar nosso continente em palco de conflitos para atender aos interesses de um país em crise, que degrada a ordem mundial em seu processo de declínio.

O presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, devem ser imediatamente libertados. A Venezuela deve ter sua soberania garantida pela comunidade internacional, sem as ingerências externas de quem se arvora no papel de “corsário do mundo”.

A paz na Venezuela e a soberania dos povos latino-americanos devem ser prioridades absolutas. O Senge RJ, cumprindo sua histórica posição em defesa da democracia, da justiça social e dos direitos humanos, reafirma seu total e irrestrito apoio ao povo venezuelano.

À Venezuela e ao seu povo, a paz. Aos Estados Unidos, os limites necessários para que a América Latina e o mundo sejam, de fato, livres.

 

A Diretoria
Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro

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