Com uma trajetória brilhante, ética e marcada pela coragem, Raimundo foi um dos maiores nomes da imprensa brasileira. Ele se destacou por seu papel fundamental na resistência democrática durante a ditadura militar, sendo o idealizador e motor de importantes veículos da imprensa alternativa no Brasil, como os icônicos jornais Opinião e Movimento.
Companheiro de lutas do Senge-RJ, Raimundo quase foi engenheiro. Cursou engenharia no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), mas foi expulso em 1964, vítima da perseguição do regime recém-instalado. O motivo foram seus textos publicados no jornal O Suplemento, produzido por estudantes do próprio ITA. Na ocasião, passou pelo DOPS de São Paulo, onde ficou por uma semana, e foi transferido para a Base Aérea do Guarujá, onde permaneceu por mais dois meses.
Não retornou à engenharia, mas construiu uma carreira celebrada no jornalismo investigativo e independente, sempre pautada pela busca da verdade e pela análise aprofundada da realidade nacional. A defesa intransigente da democracia, da liberdade de expressão e da soberania nacional — bandeiras históricas do movimento sindical e do Senge-RJ — sempre esteve presente na obra e na vida de Raimundo Rodrigues Pereira. O jornalismo perde uma de suas mentes mais brilhantes, e o Brasil perde um de seus grandes defensores.
Neste momento de dor e despedida, a Diretoria do Senge-RJ se solidariza com os familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores. Que sua imensa história de luta, um legado inestimável para a comunicação e para a história política do nosso país, continue inspirando a todos nós.
Raimundo Rodrigues Pereira, PRESENTE!