Sindicatos e entidades lançam campanha contra venda de estatais e desmonte do Brasil

Com o slogan "Eu não vendo o meu país", sindicalistas pretendem mobilizar a população em defesa de empresas como a Eletrobras e a Casa da Moeda.
Com informações da Agência Brasil
Sindicatos e entidades, na luta contra a privatização das empresas públicas e contra o desmonte do Brasil, lançaram, nesta segunda-feira (11), a campanha “Eu não vendo o meu país”. O objetivo é mobilizar a população em defesa das empresas anunciadas como candidatas à venda, incluindo Eletrobras e Casa da Moeda. A campanha foi apresentada  em entrevista coletiva na sede do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro). Participaram representantes de dezenas de sindicatos e entidades de classe.

Para o representante sindical do SENGE Rio em Furnas e diretor da Associação dos Funcionários de Furnas, Felipe Araújo, uma estatal não visa somente ao lucro financeiro, mas também ao ganho social.

Segundo Araújo, se houver venda do Sistema Eletrobrás, haverá aumento de tarifas aos consumidores finais, incluindo comércio e indústria, que repassarão a diferença aos preços.

Com 47 usinas hidrelétricas, 114 termelétricas, duas termonucleares, 69 usinas eólicas e uma solar, a Eletrobras é responsável por um terço do total da geração de energia no país. Também é a maior empresa de transmissão de energia, com quase metade das linhas de transmissão do Brasil.

A diretora do Sindipetro Natália Lopes afirma que o objetivo é unificar as forças populares e questionar o processo de venda de ativos públicos.

“A campanha visa unificar o discurso entre todas as estatais e os serviços públicos que poderão ser vendidos em nosso país”, disse Natália.

Também contra a venda das empresas, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Casa da Moeda, Aluizio Júnior, destacou que pouquíssimos países abrem mão da fabricação de seu meio circulante.

“No G20 [grupo das maiores economias do mundo, do qual o Brasil faz parte], apenas dois países não produzem o próprio dinheiro. As cédulas em papel são especialmente importantes para a população mais pobre, que não tem acesso a contas em banco nem cartões de crédito.”

O vice-presidente da Associação dos Funcionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), economista Arthur Kobliz, defendeu a manutenção do investimento público como motor principal da economia.

“Os países que mais crescem no mundo, incluindo os do leste asiático, usaram pesadamente seus bancos de desenvolvimento”, ressaltou Kobliz.

A campanha será apresentada no Congresso Nacional vna próxima quarta-feira (13), em um ato no Auditório Nereu Ramos, no Anexo 2 da Câmara dos Deputados.

 

Pular para o conteúdo