Tem Marcha da Classe Trabalhadora, dia 15 abril, em Brasília!

Presidente Lula receberá lideranças sindicais ao final da marcha

A Marcha da Classe Trabalhadora, realização unitária das Centrais Sindicais, vai levar às ruas de Brasília, em 15 de abril, a militância sindical de todo o país. A marcha será precedida de plenária da CONCLAT (Conferência da Classe Trabalhadora), que aprovará a Pauta da Classe Trabalhadora com as prioridades para o período 2026/2030.

O documento será entregue ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e ministros após a marcha. A concentração e a Conferência acontecerão a partir das 8h e o início da marcha rumo à Esplanada dos Ministérios, às 11h. O horário e local da reunião dos sindicalistas com Lula serão informados assim que definidos.

PAUTA

A Pauta da Classe Trabalhadora é um documento elaborado de forma unitária pelas centrais sindicais. Resultado da CONCLAT realizada em abril de 2022, a pauta é atualizada todo ano, com as reivindicações e proposições prioritárias para o período e a conjuntura.

Este ano, a pauta tem 68 itens, entre eles a redução da jornada de trabalho sem redução de salário e fim da escala 6×1, valorização e fortalecimento da negociação coletiva, direito de negociação para servidores, regulamentação do trabalho por aplicativos, combate à pejotização irrestrita e enfrentamento ao feminicídio.

O objetivo da Pauta da Classe Trabalhadora é, ao estabelecer prioridades para 2026, ser referencial do movimento sindical para orientar mobilizações, negociações, ações e atuações institucionais em níveis nacional, regional e setorial.

Em 2022, a Pauta da Classe Trabalhadora aprovada na CONCLAT apontou 63 diretrizes relativas ao mundo trabalho, das quais muitas foram encaminhadas pelo governo federal, como a política de valorização do salário mínimo; política de igualdade salarial entre mulheres e homens; retomada e ampliação do Bolsa Família; recuperação da participação sindical nos espaços institucionais; política de combate à fome e à pobreza; correção da tabela do Imposto de Renda; reforma tributária (isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil); medidas para reduzir o endividamento das famílias e o custo do crédito por meio do consignado; política de desenvolvimento produtivo e industrial; crédito às pequenas empresas; proposta de regulação da proteção dos trabalhadores e trabalhadoras mediados por aplicativos, entre outras.

A avaliação do movimento sindical é de que cerca de 70% dessa Pauta foram implementadas pelo governo, desde 2022, ou foram encaminhadas e estão em tramitação/deliberação no Congresso Nacional.

Destaques: reivindicações atendidas

  • Retomada da política de valorização do salário mínimo.

  • Reforma tributária: isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil reais.

  • Aprovação da política de igualdade salarial entre mulheres e homens.

  • Manutenção e ampliação do Programa Bolsa Família e as regras de acesso e de inclusão produtiva para os beneficiários.

  • Reativação da participação sindical e social nos espaços institucionais como conselhos, conferências e grupos de trabalho.

  • Política de combate à fome e à pobreza.

  • Correção da tabela do Imposto de Renda.

  • Reforma tributária aprovada no Congresso em 2024.

  • Medidas para reduzir o endividamento das famílias e o custo do crédito por meio do consignado.

  • Política de desenvolvimento produtivo e industrial materializada na Nova Industria Brasil e nos seus instrumentos de coordenação e fomento.

  • Retomada do papel estratégico do BNDES no financiamento do desenvolvimento produtivo, da inovação e das frentes de expansão da infraestrutura econômica e social.

  • Ampliação do crédito às micro e pequenas empresas e à agricultura familiar.

  • Retomada do Programa Minha Casa Minha Vida.

Agendas do Legislativo e do Judiciário

Além da atualização da Pauta da Classe Trabalhadora, as centrais sindicais também atualizaram a agenda sindical unitária no Congresso Nacional e no Judiciário. Os dois documentos trazem os projetos prioritários e de interesse dos trabalhadores em 2026, que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado, e os processos relevantes à classe trabalhadora no STF e TSE. As agendas serão entregues aos presidentes da Câmara, do Senado, do STF e do TSE, em data ser definida e informada

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