Ato Público e Plenária Socioambiental debatem impactos climáticos e políticas públicas no Dia da Árvore

Encontro na sede da ABI mobiliza sociedade civil e movimentos sociais para exigir ações urgentes de mitigação e justiça climática frente aos eventos extremos.

No próximo dia 21 de setembro, segunda-feira, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) sediará o Ato Público e Plenária Socioambiental. Uma realização do FEMAARJ (Fórum Estadual de Meio Ambiente e Agricultura-RJ) e SENGE/RJ (Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro), o encontro acontecerá no Dia da Árvore, com o objetivo de mobilizar a sociedade para exigir a inclusão imediata da pauta climática nos programas dos governos federal e estadual.

Diante da previsão de impactos severos do fenômeno El Niño a partir de novembro e do aumento da frequência de eventos climáticos extremos — como temporais, secas e tornados —, a plenária busca articular a população para cobrar políticas públicas de mitigação de curto e médio prazo. A mobilização alerta para a negligência na proteção aos biomas e exige uma governança que não favoreça o lucro em detrimento do futuro coletivo.

Durante o ato, será reforçada a adesão à Carta dos Compromissos Socioambientais/2026, manifesto já subscrito por mais de 190 lideranças, movimentos sociais, sindicatos e parlamentares. O documento define eixos prioritários para estabelecer a Justiça Climática e Social no Estado do Rio de Janeiro. Entre as principais reivindicações estão a defesa irrestrita da água como direito e o rechaço à privatização dos serviços de saneamento, além da exigência de uma transição energética justa, substituindo geradores fósseis por fontes limpas. O texto também cobra o combate ao racismo ambiental para garantir segurança territorial, saneamento e ar de qualidade em favelas e comunidades tradicionais, exigindo o desmatamento zero e a restauração florestal urgente. Por fim, o manifesto defende o fortalecimento dos órgãos ambientais por meio de concursos públicos e o fim do esvaziamento dos processos de licenciamento.

A participação popular é a principal barreira para evitar que a conta da crise climática continue sendo paga pela parcela mais vulnerável da população. Participe e ajude a fortalecer essa luta.

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