Engenheiros Civis Marcos Túlio de Melo e Henrique Luduvice
Considerando que neste singular período da República, faz-se necessário anunciar o suporte a um projeto de País que não tergiverse em relação à defesa da soberania e independência do Brasil;
Considerando que um País que se recusou a ser colônia e superou o bicentenário de sua autonomia, deve honrar as gerações de antepassados que participaram das lutas referentes a essa iniciativa histórica;
Considerando que o currículo de vida de um candidato a Presidente da Nação livre precisa refletir o seu compromisso inarredável com a democracia, em toda a sua plenitude;
Considerando que o programa de trabalho a ser apresentado e defendido ante o povo brasileiro deve contemplar, como eixo central, a luta incessante pela implantação de padrões de desenvolvimentos econômico e social inclusivos no âmbito do País, compatíveis com aqueles existentes nas Nações consideradas referenciais no âmbito do Planeta Terra;
Considerando que o avanço contínuo da Área Tecnológica deste País precisa ser rotulado como prioridade de Governo em uma proposta compromissada com a presente e o futuro da Nação;
Considerando que, neste contexto, impõe-se inserir a Engenharia Nacional na categoria de ideal estratégico, partícipe de um pacto governamental que assegure a sua constante valorização e reconhecimento;
Considerando que foi ancorado na força da Engenharia que governos anteriores mais que duplicaram a Geração, Transmissão e Distribuição de Energia no Brasil, em espaço de tempo inferior a 25 anos, viabilizando a implantação de programa de Universalização do Acesso à Energia Elétrica;
Considerando que o citado Programa, desenvolvido pela Engenharia, além de propiciar elevação dos indicadores de qualidade de vida no País, provocou a redução do analfabetismo viabilizando que as escolas operassem à noite, atendendo habitantes do campo e das cidades nas regiões mais longínquas;
Considerando que foi escorado no Luz para Todos que as localidades mais distantes dos grandes centros puderam ter refrigeradores para a guarda de vacinas, com a consequente melhoria da saúde pública;
Considerando que foi sedimentada na capacidade da Engenharia Brasileira que se realizou a Transposição do Rio São Francisco e a implantação de mais de um Milhão de Cisternas na Região Semiárida da Nação, criando perspectivas e eliminando as migrações internas motivadas pela seca;
Considerando que foi a Engenharia que concebeu os sistemas de captação de águas das chuvas que consolidaram o Programa Água para Todos, beneficiando segmentos populacionais que estavam colocados à margem do progresso deste País;
Considerando que essas ações beneficiaram diretamente populações residentes em regiões até então consideradas inóspitas para a ocupação humana e incorporaram padrões dignos de sobrevivência aos diversos Municípios e Estados brasileiros;
Considerando que foi a Engenharia Agronômica do Brasil, instalada nas Universidades, Embrapa, Ematers e no setor privado, que permitiram o domínio do bioma cerrado, o alcance de elevados graus de produção e produtividade na Agricultura do País, que contribuem sobremaneira para os resultados da balança comercial e estendem os conceitos de desenvolvimento aos limites geográficos da Nação;
Considerando que as reconhecidas capacidades da Engenharia e da Geologia da Petrobras ensinaram ao Planeta os caminhos para a descoberta e exploração de Petróleo na Região do Pré-Sal em Alto Mar;
Considerando que o refino e a distribuição de combustíveis são Tecnologias dominadas por Empresas e quadros brasileiros, que devem assumir tais responsabilidades no âmbito do nosso Território, nas proporções que assegurem mais recursos e progressos para o Povo Brasileiro;
Considerando que a defesa da exploração de petróleo na Margem Equatorial, respeitadas as condicionantes ambientais, e a implantação de um Programa Mais Engenharia no Brasil corrobora com o perfil de País que acreditamos e pelo qual cerramos fileiras;
Considerando que a guarda dos 17.000 quilômetros de Fronteiras com onze Países, além da guarda de aproximadamente 10.600 Km de Litoral Atlântico do Brasil (incluindo baías e entradas de rios), exigem uma Engenharia cada vez mais capacitada nos setores de Inteligência e produção de Fortificações, Aviões, Embarcações e Armamentos;
Considerando que o beneficiamento dos Minerais Críticos no País demandará ainda mais Engenharia e Geologia no Brasil, ambas antenadas com as necessidades das Indústrias do Terceiro Milênio;
Considerando a histórica relevância da presença do Estado brasileiro nas áreas do conhecimento consideradas estratégicas como pesquisa, ciência, novos materiais, computação quântica, inteligência artificial, visando o domínio de conhecimentos e informações que definem o degrau de um País no atual espectro das Nações;
Considerando a importância dessas estruturas conviverem em harmonia com unidades empresariais privadas nesses setores, porém sem jamais abdicar de parâmetros que envolvam a proteção dos interesses nacionais e da coletividade, a exemplo do que praticam os países considerados centrais;
Considerando que a busca contínua pela democratização de oportunidades no Brasil é um vetor da nacionalidade, além de valor a ser perseguido, sempre visando assegurar a igualdade de chances à totalidade do povo brasileiro. Independentemente de crenças, etnias, gêneros, origens e opções políticas;
Considerando que a ética deve ser respeitada como baliza a nortear transversalmente as ações de pessoas, cargos comissionados, instituições e governos em todas as organizações, patamares e níveis hierárquicos e que estas assertivas são inegociáveis;
Considerando que eventuais erros, equívocos ou crimes, no âmbito das governanças do País em quaisquer dos seus níveis, devem ser punidos exemplarmente de acordo com suas gravidades, à luz de julgamentos realizados sob a cobertura do arcabouço jurídico da Nação;
Considerando as urgentes demandas da população brasileira em relação aos cumprimentos dos direitos constitucionais e legais lavrados nos aparatos de organização do País;
Considerando que o projeto de Brasil a ser defendido deve almejar a redução da taxa de juros praticada no País, proporcionando maiores expectativas e capacidades de investimentos nos processos produtivos, com a subsequente multiplicação do empreendedorismo e das ofertas de empregos, trabalhos e geração de renda;
Considerando que a sociedade brasileira deve apoiar as organizações dos trabalhadores nas buscas por seus direitos, assim como por remunerações compatíveis com condições de vida dignas neste século XXI;
Considerando a vocação deste País vencedor como exemplo de Nação que estabeleceu a convivência plural e multicultural harmônica como eixo central de um projeto de integração contínua que contemple igualmente a todos;
Considerando a contínua atuação do Brasil em favor da paz e do entendimento entre contrários no concerto das Nações;
Considerando a importância do Brasil exercer posições de protagonista neste século XXI, principalmente quando as conjunturas bem como os interesses nacionais e do planeta assim o exigiram;
Considerando que propugnamos por um Projeto de Nação que viabilize a utilização da plena capacidade da Área Tecnológica do Brasil com Indústria Nacional pujante, em prol de um crescimento econômico acoplado às concomitantes elevações dos indicadores sociais;
Considerando o incremento das reservas internacionais propiciadas por relações comerciais soberanas que impactam positivamente as gerações futuras;
Considerando que respaldamos as instâncias democráticas definidas na Constituição de 1988 e realçamos que a atual Carta Magna foi aprovada em processo constituinte que contou com ampla participação popular, bem como com a interação de inúmeras representações sociais, inclusive do Sistema CONFEA/CREAs/MÚTUA/Entidades Nacionais, que ofereceram, naquele tempo, importantes contribuições;
Considerando que rejeitamos, com convicção, quaisquer propostas com vieses golpistas que ofendam e questionem a democracia conquistada no Brasil, bem como os direitos individual e coletivo dos Brasileiros na escolha dos seus rumos e governantes;
Conclamamos os colegas, demais profissionais e cidadãos a se engajarem no processo eleitoral em curso, apoiando propostas que propiciem ao Brasil o alcance de indicadores de desenvolvimento compatíveis com as expectativas de cada brasileiro. E que jamais nos eximamos de combater eventuais retrocessos civilizatórios, quando estes se apresentarem em nossas trajetórias.
Um projeto que proporcione a incorporação de Profissionais, Empresas, Consultorias e Instituições no planejamento, acompanhamento e execução de importantes investimentos, empreendimentos e obras estruturantes.
Um projeto que, além de priorizar a educação, saúde, habitação, segurança, saneamento, energia, telecomunicações, produção agrícola, petroquímica, mineração, transporte, indústria, planejamento urbano, defesa do território, emprego e bem-estar da sociedade, consolide a implantação de processos produtivos complexos, diversificados e inovadores que destaquem o Brasil, cada vez mais, nos cenários continentais.
Considerando o acima exposto os Ex-Presidentes do CONFEA – Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – acima nominados, vêm a público manifestar seus incondicionais apoios e votos nos candidatos Luís Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, na próxima eleição para Presidente e Vice-Presidente da República, a ser realizada no próximo dia 04 de outubro do ano de 2026.
Brasil, 16 de setembro de 2026
Fonte: EngD




