O Alienista entra em cartaz no Teatro João Caetano, em julho

A distopia idealizada por Machado de Assis revela a realidade moderna. Até o dia 30 de junho, os ingressos estão à venda com 20% de desconto.

O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge RJ), em parceria com a CiaTeatro Epigenia, convida você para o espetáculo “O Alienista”, em cena a partir do dia 5 de julho no Teatro João Caetano.

A peça livremente inspirada na obra de Machado de Assis, está de volta ao Rio de Janeiro, após grande sucesso em 2022. O vencedor do prestigiado Prêmio do Teatro Nacional – CENYM, incluindo Melhor Espetáculo, Melhor Diretor, Melhor Adaptação Teatral, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Cia. de Teatro, retorna em curtíssima temporada.

Dr. Simão Bacamarte, renomado médico, o protagonista Alienista, que desafia a definição de loucura, está esperando para te surpreender e fazer você refletir… Você está pronto para mergulhar nessa jornada intrigante e cheia de reviravoltas?

Com duração de 1h50, é uma jornada impactante, com músicas, risadas, cenas emocionantes que prometem cativar seu coração e provocar seu intelecto. O alienista é uma fábula patafísica sobre o cientificismo oxidosistêmico. Uma experiência que você precisa viver.

A temporada vai de 5 a 29 de julho, no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. Reserve sua quarta-feira às 15h, sua quinta e sexta às 19h, ou seu sábado às 17h para nos acompanhar nessa jornada!

Classificação indicativa: 14 anos.

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https://www.epigenia.art/ingresso

 

O ALIENISTA –

5 a 29 de julho de 2023 – Teatro João Caetano – Rio de Janeiro-RJ – YouTube

Quarta 15h, quinta e sexta às 19h e sábado 17h
Valores: R$ 50 (inteira); R$ 25 (meia)
Comprando antecipado, até dia 30/06, R$ 40 (inteira)
Duração: 100 minutos
Classificação: 14 anos

 

Uma Fábula Patafísica sobre o Cientificísmo Oxidosistêmico!

Volta ao Rio de Janeiro um dos grandes sucessos de público e crítica de 2022, com 17 indicações ao Prêmio Nacional de Teatro CENYM, onde foi vencedor nas categorias Melhor Espetáculo, Melhor Diretor (Gustavo Paso), Melhor Adaptação Teatral (Gustavo Paso e Celso Taddei), Melhor Fotografia (Luciana Salvatore), Melhor Direção de Arte (Gustavo Paso), Melhor Cia de Teatro de 2022 (CiaTeatro Epigenia).

Com temporadas de sucesso na Cidade das Artes-RJ, Belo Horizonte e Niterói, o espetáculo em sua reestreia une uma das grandes obras de Machado de Assis ao icônico Teatro João Caetano na carioquíssima praça Tiradentes.

O poder em todas as suas formas, o jogo da corrupção política, protocolos de saúde estapafúrdios, o absurdo da decadência humana, a falta de empatia, o massacre aos direitos humanos. Todas essas características juntas nos são familiares nos dias de hoje, apesar de parecerem distópicas. É justamente esse cenário distópico da peça “O Alienista” que volta à cena carioca dia 5 de julho no icônico Teatro João Caetano. Com texto de Gustavo Paso e Celso Taddei, livremente inspirado no conto homônimo do imortal Machado de Assis, a nova montagem da CiaTeatro Epigenia, que comemora 23 anos de fundação, leva para o palco um elenco de 14 atores/cantores.

“Trazer a inspiração da obra de Machado de Assis é trazer a possibilidade de ser para além de nossos meios e tempo. Um homem negro, filho de escravos alforriados, epilético, que mal pode estudar ate sua adolescência, viveu dentro de um pensamento europeu de que somos fruto do nosso meio. Um determinismo limitante que ele rompeu a ponto de ter sido um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. É um dos principais nomes de nossa literatura e rompeu limites territoriais. Machado é um exemplo para o mundo atual, pois mostrou o que podia realizar mesmo com tanta adversidade. Esperamos poder inspirar esse pulsar, essa vitalidade e essa fé de que todos temos essa potência de romper o que nos determinam”, destaca Luciana Favero, atriz e produtora do espetáculo.

Qualquer semelhança é uma infeliz coincidência na versão de “O Alienista” da companhia teatral que chega à maioridade colecionando críticas positivas e ampliando sempre seu público fiel com espetáculos ousados, instigantes e de qualidades textual, dramatúrgica e cênica. Com essas marcas e, mais uma vez, sob a direção de Gustavo Paso, um dos mais premiados diretores do teatro brasileiro na atualidade.

“Conscientes de que está muito mais difícil criar uma analogia por meio de um mundo distópico com nossa vida, nós nos apoiamos no absurdo mundo da patafísica para entender a realidade, ou pelo menos para que o teatro possa, mais uma vez, servir de trampolim para espelhar essa sociedade destruída e desalmada que alguns insistem em tentar consolidar”, explica Gustavo Paso, diretor, dramaturgo e fundador da Cia Epigenia.

A Patafísica como ins-piração
A patafísica é uma crítica à lógica racional. Examina as leis que regem as exceções. Nas palavras do romancista e dramaturgo francês Alfred Jarry, é “a ciência das soluções imaginárias”. A patafísica de Jarry é algo além da metafísica e além da física. Pode também ser vista como paródia: uma celebração bem-humorada do paradoxo, que opera, de modo cômico, a desconstrução do real e sua reconstrução no absurdo. A patafísica explora “elementos dissonantes” de modo a criar não uma síntese, mas uma situação em que as incongruências podem coexistir. Atrás de toda a lógica, esconde-se o monstruoso.

A peça se aprofunda na pesquisa do Dr. Simão Bacamarte, médico renomado e de currículo invejável (mesmo que ninguém entenda as especialidades do doutor na então metrópole imaginária), acerca da loucura. Ele cria um lugar para internar os loucos da cidade sob seus próprios critérios do que é ser louco ou não. Esses critérios mudam conforme o tempo e os interesses – sejam por poder, por dinheiro, por reconhecimento – e geram revolta, golpes, até a falência social e financeira da então Metrópole, que se transforma em Distrito e, em seguida, em um simples Vilarejo decadente e subserviente ao Império, nos idos anos do século XIX.

Assim presenciamos a ascensão e queda de um louco que chega ao poder e passa a tomar decisões sem consultar previamente os representantes da sociedade, pois estão todos enjaulados no hospício fundado por ele mesmo! Mas isso é apenas uma fábula e sabemos que fábulas não existem!

Parceria educacional
No dia 21 de junho, Machado de Assis completaria mais um ano de vida e a Cia.Teatro Epigenia vai disponibilizar a gravação do espetáculo em alta resolução. Esta produção audiovisual estará disponível para estudantes do 9º ano do ensino fundamental através de um link, por meio de uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação. Ao todo, são 361 Escolas na Rede Pública de Ensino da Cidade do Rio de Janeiro que possuem o nono ano escolar, totalizando 41.222 alunos elegíveis a assistir o espetáculo.

Pensando na democratização do acesso ao teatro, a CiaTeatro também disponibiliza, semanalmente, 452 ingressos gratuitos a grupos sociais, educadores e escolas públicas.

A Cia realizará um ciclo gratuito de leituras dramatizadas das obras de Machado de Assis em 10 bibliotecas e centros culturais do Rio de Janeiro.
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FICHA TÉCNICA

Livremente Inspirado na obra homônima de Machado de Assis “O Alienista”

Texto: Gustavo Paso e Celso Taddei
Direção e Cenografia: Gustavo Paso
Adereços: Eduardo Andrade, Gustavo Paso, Malu Guimarães
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Trilha Original e Direção Musical – André Poyart
Treinamento Vocal: Dodi Cardoso
Assistente de Direção: Tatjana Vereza
Direção de Movimento Coro: Edio Nunes
Figurino: Graziela Bastos
Artes para o Teatro João Caetano: Stefano Figalo
Fotos: Luciana Salvatore
Administração Temporada: Priscilla Reis
Assessoria de Imprensa – Alessandra Costa

Elenco: Vitor Thiré / Luciana Fávero / Gláucio Gomes / Vinicius Cattani / Bruno Ribeiro / Dodi Cardoso /Renato Peres / Tatiana Sobral / Tecca Ferreira / Ana Lobo / Anna Hannickel / Erick Villas / Laura Canabrava / Renato Ribone/ Carlos Emilio Jacuá

Direção de Arte: Gustavo Paso
Direção de Produção: Luciana Fávero

Coordenação Projeto: PASO d’ARTE
Realização: CiaTeatro Epigeniawww.epigenia.art
@ctepigenia

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