Na próxima terça-feira (07/07), a partir das 18h30, o Senge/RJ realiza a Reunião da Diretoria Colegiada que marcará o encerramento do processo preparatório para o 14º Consenge (Congresso Nacional dos Sindicatos de Engenheiros). O encontro tem duplo objetivo: deliberar e aprovar as propostas que a entidade levará ao evento nacional e eleger os delegados que representarão o sindicato no Rio de Janeiro.
O 14º Consenge acontecerá nas dependências do Crea-MG, em Belo Horizonte, entre os dias 26 e 29 de agosto.
A reunião desta terça-feira (07/07) coroa uma intensa jornada de debates estruturada nas etapas do Pré-Consenge. Durante a última semana, a diretoria, representantes sindicais e convidados se debruçaram sobre três teses centrais que servirão de base para a atuação do sindicato:
Na última terça-feira, dia 30 de junho, o primeiro dia do Pré-Consenge reuniu os diretores para a análise das duas primeiras teses enviadas na preparação para o congresso da Fisenge. O técnico do Dieese, Paulo Jager, apresentou a tese “Fortalecimento sindical e valorização da negociação coletiva“, de autoria de Juvandia Moreira Leite. Marcos Túlio de Melo apresentou a tese que assina ao lado de Henrique Luduvice, ambos ex-presidentes do Confea: “Valorização Profissional na Área Tecnológica de um País Soberano“.
Clique aqui para conferir como foram os debates do primeiro dia do Pré-Consenge.
Na quinta-feira, dia 02 de julho, no segundo encontro do Pré-Consenge, a tese analisada é de autoria do ex-presidente do SENGE/RJ e ex-deputado Jorge Bittar, com o tema “O Projeto Nacional de Desenvolvimento: industrialização, crise, neoliberalismo e reconstrução“.
A partir dessas discussões, a diretoria sistematizará até terça, 07/07, as propostas a serem aprovadas para o congresso nacional. Na mesma ocasião serão eleitos os delegados do SENGE/RJ que representarão o sindicato em Belo Horizonte no final de agosto.
Um novo projeto nacional para o Brasil
A tese de Bittar, que pautou o debate mais longo da reunião do Pré-Consenge, defende a construção de um projeto nacional de desenvolvimento como tarefa estratégica do movimento sindical e das forças progressistas brasileiras. Partindo de um percurso histórico que vai da industrialização getulista ao desmonte neoliberal dos anos 1990 e ao golpe de 2016, Bittar identificou na conjuntura atual uma janela de oportunidade rara: pela primeira vez em décadas, a política industrial voltou a ser levada a sério não só no Brasil, mas nos próprios Estados Unidos e na Europa, abrindo espaço para que o país reposicione suas apostas estratégicas.
Entre os vetores que Bittar considera centrais para esse projeto estão a superação da hegemonia do capital financeiro especulativo, com crítica direta à taxa de juros e à política do Banco Central, o aproveitamento das vantagens comparativas do Brasil em minerais estratégicos, biodiversidade, energia solar e eólica, e a consolidação do Nova Indústria Brasil como base de uma política industrial consistente. O ex-presidente do Senge citou exemplos de projetos nacionais que considera estratégicos e subutilizados, como a fábrica de ímãs de terras raras em Minas Gerais e o veículo de mobilidade urbana por levitação magnética desenvolvido pelo engenheiro brasileiro Richard Stephan, há 20 anos em desenvolvimento na UFRJ e já com produto em escala real.
O longo debate entre os diretores que se seguiu à apresentação acrescentou outros eixos ao escopo do que o Senge/RJ poderá propor no Consenge: a retomada do software livre como prioridade estratégica da administração pública, a soberania digital dos dados governamentais, a integração ferroviária nacional de passageiros e cargas, e a “engenharia do cuidado”: o uso do desenvolvimento tecnológico para liberar, sobretudo mulheres em situação de vulnerabilidade, do trabalho doméstico não remunerado que as impede de participar da vida política e sindical.
A participação remota nesta terça0feira será viabilizada através de link enviado nos grupos do SENGE/RJ no Whatsapp em horário próximo ao evento.




